O que é a lesão do ligamento cruzado anterior?

O que é?

Um dos quatro ligamentos que integram a articulação do joelho, o ligamento cruzado anterior está localizado na parte central do joelho e a importante função de restringir a instabilidade e a rotação interna da tíbia no sentido anterior. Isto é, no sentido contrário ao natural do movimento. A estabilidade do joelho depende de uma complexa relação entre a geometria óssea, as estruturas ligamentares e os músculos.

A lesão

A lesão do ligamento cruzado anterior (LCA) é uma das mais comuns do joelho, principalmente durante atividades físicas. A lesão acomete principalmente indivíduos jovens e ativos e caracteriza-se especialmente pela instabilidade articular.

A ruptura desse importante ligamento tem sido comum nos esportes de alto desempenho. Ao fazer mudanças de direção ou desaceleração rápida com o pé fixo no solo, o paciente pode promover um estresse em valgo e rotação interna ou externa e lesionar o ligamento sem trauma direto.

Essa ação leva à falha dos suportes mecânicos que estabilizam o ligamento, tornando o joelho instável e sem controle.

Sintomas

O paciente apresenta episódios frequentes de instabilidade. Os principais relatos falam sobre a possibilidade de ouvir um estalido seguido de dor no joelho ao tentar deslocamento.

Outros sintomas típicos incluem:

  • Dor e inchaço
  • Amplitude de movimento reduzida
  • Sensibilidade ao longo da linha da articulação
  • Desconforto ao caminhar

Diagnóstico

O seu diagnóstico baseia-se no exame clínico do joelho feito por um especialista em Ortopedia e Traumatologia. A extensão e gravidade da lesão se confirma a partir de exames complementares de imagem como ressonância magnética e tomografia computadorizada.

Tratamento cirúrgico

Um consenso entre os estudos clínicos atesta que o referido ligamento não cicatriza naturalmente e adequadamente após a lesão. Sendo assim, a reconstrução cirúrgica é hoje o tratamento padrão para atletas e pacientes em geral.

Os tipos de enxerto mais utilizados foram os tendões flexores (grácil e semitendíneo), utilizados por 82,3% dos indivíduos da amostra, e o terço central do tendão patelar ipsilateral à lesão (53,5%).

Atualmente, diferentes fontes de enxerto mostraram-se eficazes na reconstrução do LCA. A escolha pelo enxerto ideal é individualizada e depende do perfil do paciente e da própria extensão da lesão. Enxertos derivados do tendão quadricipital e dos flexores vêm se destacando como opção ao enxerto patelar. Muito embora, em razão do caráter individual do tratamento, não existe claramente uma preferência pela escolha do enxerto ideal.

Após a cirurgia inicia-se um período prolongado de reabilitação física a partir de tratamento fisioterápico, além de acompanhamento médico para avaliação da reabilitação do ligamento.

Mesmo com intensa reabilitação, a realização de movimentos de rápida desaceleração, mudanças de direção e recepção de salto no solo a um apoio tornam-se impossíveis. Por isso é fundamental que o paciente tenha paciência e siga as orientações passadas pelo ortopedista, bem como, o fisioterapeuta.

Fonte: SBOT

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